Potencial reconhecido pelo treinador

Superação virou rotina depois que Douglas Bortolatto trocou o treino de musculação pelo fisiculturismo

Publicado em 20/02/2016

Imagine uma ingestão de 5 a 6 mil calorias por dia, divididas em seis refeições. Nela, há uma grande quantidade de frango e ovos, aliada a treinos diários – com exceção apenas do domingo. Uma rotina de muita dedicação e controle. É assim a vida do fisiculturista Douglas Bortolatto, de 20 anos.

O fisiculturismo não é uma modalidade presente nas Olimpíadas, mas possui uma Federação Internacional (a International Federation of Bodybuilding – IFBB) que regula o esporte. Há competições de nível mundial, nacional e regional. Douglas faz parte desse mundo desde outubro de 2014, quando trocou o treino de musculação para um treino mais pesado. Seu primeiro contato com o fisiculturismo foi quando conheceu o treinador Carlos Ortiz, que assessorava atletas de graça naquele tempo. “Ele disse que eu tinha um grande potencial, mas na época, não tinha o respaldo necessário, apenas me exercitava. Eu precisava de alguém que conhecesse mais o corpo humano do que eu que pudesse me lapidar e ele me ajudou nisso”, conta.

Em dezembro do ano passado, Douglas participou da sua primeira competição. “Para quem compete, é algo muito emocionante podermos testar nossos próprios limites”, destaca. A preparação para esses eventos muda a sua dieta, que passa a ser muito mais rigorosa. Nas primeiras duas semanas, o consumo de alimentos integrais é alto nas oito refeições diárias. São necessários 10 ovos crus por dia, onde são ingeridas 8 claras e apenas 2 gemas. Quanto mais próximo da competição, mais exigente passa a ser o cardápio. Muito frango, sem qualquer tipo de tempero ou sal, e salada verde, cortando o carboidrato por inteiro. Faltando poucos dias para a prova, o atleta necessita realizar um procedimento para retirar toda a água subcutânea do corpo – aquela que se encontra embaixo da nossa pele. Isso é necessário para que as fibras dos músculos apareçam, fazendo com o que o corpo fique mais definido. Para removê-la, é necessário beber muita água no início do método. Douglas conta que há cinco dias de competir, ele tomou cerca de 10 litros de água, diminuindo 2 litros a cada dia e ficando sem consumir nenhuma gota de água no dia da disputa.

Em um esporte que exige tanto do corpo, a questão da saúde entra em jogo. Sobre isso, Douglas é categórico: “uma prática como essa não é saudável, mas nós estamos aqui para nos superar. Claro que cuidar e treinar não pode reger toda a vida do fisiculturista, tem de haver um equilíbrio. Mas fisiculturismo não é apenas corpo, é muito conhecimento sobre nutrição e bioquímica também”. O atleta não precisa somente cuidar do físico, mas também da mente, que por muitas vezes tenta fazer com que a pessoa desista, tamanho é o desafio.

Taurus Suplementos / STO Conteúdo